Sobre NósAntónio
e Edmundo (1959)
A história das vinhas onde hoje se produz Pinalta começou há 100 anos atrás com o nascimento de Edmundo Alves Ferreira, em Mozelos, Portugal. Por pertencer a uma família pobre, aos 14 anos e apenas com a quarta classe, Edmundo decidiu abandonar o País em busca de trabalho. Em 1921 chegou a Paris onde procurou trabalhar em tudo o que lhe permitisse ganhar dinheiro para comer. No entanto, Edmundo, sentia falta da sua família e rapidamente decidiu voltar a Portugal. Sem qualquer dinheiro teve de percorrer os mais de 1600 km que separavam Paris de Mozelos a pé, um esforço notável para qualquer um, mas, especialmente para uma criança. António
apreciando um bom Porto - Quinta do Roncão
Após o seu regresso, Edmundo começou a trabalhar com cortiça, um dos mais nobres produtos naturais existentes. Em 1927 fundou a empresa Edmundo Alves Ferreira, Cortiças, em Lourosa, situado a cerca de 30 km a sul do Porto. (A empresa continua até aos dias de hoje nas mãos da família). Produzindo uma vasta gama de produtos de cortiça e exportando para todo o mundo, a empresa prosperou de tal forma que Edmundo foi capaz de adquirir vinhas no Douro. Entre 1955 e 1958 adquiriu a Quinta de Ventozelo, Macedos e Roncão, Quintas de grande notabilidade na região fazendo um total de 800 hectares. António
a apreciar a magnifica paisagem do Douro
No mesmo ano em
que Edmundo iniciou a sua empresa, 1927, casou com Olívia e juntos criaram 9
filhos. António nasceu em 1935 e desde cedo, enquanto estudante de Economia
da Universidade do Porto, mostrou interesse pelos negócios do seu Pai
começando desde logo a trabalhar a seu lado. Em 1958, António foi enviado
pelo seu Pai para gerir as Quintas no Douro. Encantado com a espectacular
beleza do Douro, rapidamente se apaixonou pela região e adquiriu para si
mesmo duas propriedades, Quinta da Covada e Quinta das Cecegas fazendo um
total de 48 hectares. Finalmente em 1986, António decidiu plantar 20
hectares de novas vinhas na Quinta da Covada. Fátima,
mãe do Hugo, Quinta de Ventozelo
O facto de António passar a maior parte do
tempo no Douro não o impediu de formar família e em 1959 casou com Maria. Uma dos seus três filhos, Maria de Fátima,
sua filha mais velha,
permanece ao lado do seu Pai na fábrica de cortiça. Fátima também casou e em
1981 nasce Hugo Ferreira Guimarães, bisneto de Edmundo. Sendo o único neto
de António durante 12 anos, Hugo também seguiu as passadas do seu avô. A
proximidade da fábrica de cortiça com a escola que Hugo frequentava em
Lourosa, fez com que Hugo passasse muitas horas na fábrica e com que
desenvolvesse um grande interesse por máquinas. Apesar de se ter licenciado
em Engenharia Mecatrónica em 2004, Hugo, sentiu que a sua mãe e o seu avô
precisavam da sua presença no familiar negócio de cortiça. Após ter
reconvertido um edifício em alojamentos para estudantes, Hugo virou o seu
olhar para 120km a Este, para as Quintas no Douro.
Filipe, tio do Hugo, a carregar um cesto de uvas
Com um total de 30
hectares, produzindo 50 toneladas de uvas por ano, a família tinha acesso a
este fruto abundantemente. Contudo, as receitas provenientes da exploração
tradicional das Quintas (vendendo a totalidade das uvas às grandes casas do
Vinho do Porto) mal cobriam as despesas correntes da Quinta. Apercebendo-se
desta situação, Hugo, desafiou o seu avô António a começar a produzir a sua
própria marca de vinho do Douro. Desta forma, Pinalta nasceu em 2004. O
primeiro passo foi restaurar o antigo lagar (com 200 anos) para que se
pudesse produzir o vinho. Uma cuba de 10000 litros teria de ser adquirida.
Começando este projecto sem dinheiro (uma interessante tradição familiar),
Hugo, decidiu vender o seu próprio carro à mãe de forma a dar pernas ao
projecto. António, Hugo, Manuel (Pai
do Hugo) e Fátima (mãe do Hugo) em 2001.
Tendo uma vasta experiencia em cultivo de uvas durante décadas, esta empresa familiar podia agora seleccionar as uvas de muito boa qualidade para produzir o seu vinho DOC tinto e assegurar que as mesmas uvas estivessem disponíveis ano após ano. Com toques de especiarias, concentrado e muito suave, o nosso vinho é uma mistura de três castas tradicionais para produção de Vinho do Porto: 60% Touriga Franca, 20% Tinta Roriz e 20% Tinta Barroca, O vinho não é filtrado, é fermentado em lagar de xisto atingindo um grau alcoólico de 17%. O resultado é um vinho elegante para acompanhar o jantar, especialmente carnes de porco e vaca. Aprecie… |





